sábado, maio 28, 2005

Torta sonho?

Uma amiga foi encomendar um bolo pra comemorar o seu casamento. Até ai tudo bem, ela é louca, mas tudo bem, ela só tem pouco mais de vinte anos e já vai casar, mas tudo bem. O ápice dramático da história ainda estaria por vir.

Na padaria – Ela pede uma torta. A balconista pergunta que tipo de torta. Ela responde: - “Torta Sonho de Valsa, uma com recheio do bombom de mesmo nome.” Diga-se de passagem, que é uma delícia! Voltando, a moça da padaria anota o tipo da torta e diz o horário para ser entregue. Até ai, tudo bem!

De volta na padaria – “Vim buscar minha torta sonho de valsa”, disse minha amiga. A atendente prontamente lhe entrega a torta. A noiva quase tem um passamento ao avistar o que havia escrito em cima do tal bolo! O ser pensante da padaria anotou o tipo da torta pedida de maneira que o confeiteiro entendeu que isso seria o que deveria vir escrito junto com a decoração do bolo. Estava feito e escrito em letras garrafais em cima de um bolo de casamento os seguintes dizeres: TORTA SONHO DE VALSA.

No táxi – Com todo sacolejo devido a obstáculos naturais nas ruas de Fortaleza, amassou-se torta, e bem onde?! Na palavra TORTA, que passara rapidamente a TORTO, ou seja, fechou com chave de ouro a bagunça na alcunha do bolo.

Na festa – Isso foi motivo de vários risos, contou-se e recontou-se a história da sapiência dos da padaria. Ai fica a pergunta, cadê a torta? Comeram, afinal o que importa é o recheio da torta e não o que está escrito em cima!

Beijos na ...

segunda-feira, maio 23, 2005

Que venham os 22 !!

Viver é bom demais!
É a mesma sensação de tomar um sorvete de cajá, bem azedinho, pra refrescar um dia quente!

Nesses 21 anos passados, conheci muita gente. Pessoas realmente especiais – não, elas não têm Síndrome de Down – são especiais por simplesmente, de algum modo, terem feito parte dessa minha vida louca! Talvez louca devido à participação desses amigos todos, que me ajudaram a vivê-la intensamente.

Então sou grata a todos vocês; amigos de perto, de longe, da minha rua, da UECE, do Orkut,do CPMCE, do CEFET, do Pedro I, do CNSL, da Internet, do Imparh, do XII de maio, dos Blogs, é amigo que não acaba mais!!

Digo que é amigo toda aquela pessoa que quer bem a outra, nesse caso todos aqueles que me querem bem e pra quem a recíproca é verdadeira, saibam disso. Não faz o meu tipo gritar aos sete ventos que gosto de alguém, mas se eu fizer isso, acreditem, é a mais cristalina verdade.

Enfim, agradeço a todos, todos vocês!!

E emocionada mais do que nunca mando ..
beijos na ...

quinta-feira, maio 19, 2005

Conselhos ?!

A verdade é só uma, ninguém mesmo se conhece.
Mas não viva situações efêmeras.
Viva intensamente! Transcenda!
... “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo” ...
Se busca compreensão, vai encontrar em você alguém que tem saco pra te ouvir!
Dizem que de erros vive o homem, besteira, não acredito nisso. Acho que de SUPERAÇÃO vive o homem, os erros são podres, ninguém gosta de errar, eu pelo menos detesto.

Beijos na ...

sábado, maio 14, 2005

Greve na UECE

Adivinhem, minha faculdade, ao que tudo indica, vai entrar em greve!
Isso é uma m**** mesmo! Q uando estava quase terminando o semestre – falta menos de um mês – estoura essa bomba.

Motivo: falta de professores concursados.

Fica aqui a minha indignação. Mas como tudo tem seu lado bom ... vou ter mais tempo pra terminar meu texto de 20 páginas, vou ter mais tempo pra ler 2 livros que faltam e vou economizar dinheiro com ônibus! Putz, vou até esquecer como é andar num Paranjana.

Beijos na ...

segunda-feira, maio 09, 2005

Irauçuba - Fortaleza

Num rompante telúrico fui a Irauçuba. Cidade tórrida do interior cearense. Mas é lá que está uma das mulheres da minha vida, vovó!
Como boa netinha, fui vê-la no dia das mães; tem dia da avó? Se tiver vou de novo.

A cidade não mudou nada, novidade! Dessa vez não pude extorquir os já famosos 30 reais do meu avô. Pense na marcação cerrada do meu tio pra impedir que meu querido vozinho me desse o dinheiro! Enfim, ele venceu, voltei lisa como fui.

Mas já quando voltava pra casa, tive um de meus ataques de riso. Estava eu reclamando do tédio que seria duas horas e meia de viagem em pé, quando de repente percebi que havia um embate, um fogo cruzado, quase uma guerra bíblica. E esse era o motivo, religião.

Um “crente” contra todo um ônibus de aparentemente católicos. Eu ri demais. Minha mãe achou que eu estava ficando doida, pra variar. Ela não via a hora deles quererem tirar o cão dos meus couros!

Era um sem número de argumentos pra lá, um glória Deus pra cá, e eu, atenta a cada detalhe. Quando uma das mais fervorosas presentes na arca de Noé tirou da bolsa um terço quase como o Artur tirando da pedra a Scalibur. Foi o ápice. Entoou-se o terço por 7 mistérios, acho que é essa a quantidade, e o “crente” teve que se render, mas não se calou antes de proferir a já celebre frase: “Jesus votará em breve!” e um senhor lá trás gritou: “Só espero que ele não venha no feriado porque é minha folga!”.

Pra uma viagem entediante até que teve alguns momentos de júbilo!

Beijos na ...

sexta-feira, maio 06, 2005

RAPIDINHAS

Meu professor de Geografia das Indústrias revelou que fez vasectomia – mal sabe ele o bem que proporcionou à humanidade!

Comprei o Orélio Cearense – é hilário, recomendo que leiam, apesar de saber e falar quase todas as palavras e expressões contidas nele, fiquei surpresa como são escritas; ex: nextante = indagorinha!

E por falar em aquisições, sou uma pessoa celularizada nesse momento – minha irmã, que ainda não o é, me dirigiu a seguinte frase quando me viu de posse de tal geringonça: mas tu comprou o mais paia que tinha, nam!

Estou vários porcentos menos estressada; finalmente apresentei a porcaria daquele seminário que estava roubando minhas noites de sono. Ser meio nerd tem seu lado chato. Tem noção essa frase anterior?

Ah deixa pra lá! O que interessa é que tô feliz! E é isso!

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domingo, maio 01, 2005

Tô viva viu!

Demorei pra postar porque estou no auge da minha ausência de criatividade. Alguém viu a danada por ai?

Pois bem, tá tudo bem comigo, só tô um pouco gripada, efeito dessa virose coletiva. É impressionante basta um ser vivente de seu circulo de convivência pegar que todos os outros seres estarão baqueados logo a seguir. Mas isso passa, eu espero, tô tomando um mel aqui ruim pra caralho, se não servir, sei não.

Perceberam como Fortaleza tá quente demais nesses dias? Essa chuva é só pra enganar os bestas! Ai ai, falar de clima é osso, até pra mim que faço Geografia. Pra vocês verem né.

Fico por aqui, se é que eu disse alguma coisa!

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quinta-feira, abril 21, 2005

Um pôr-do-sol


Estava eu passando por uma praça quando vi algo que tirou minha atenção, nunca havia visto tanta perfeição e singeleza num só momento. Sentei-me para apreciar cada instante que era mágico. Cada movimento, cada segundo, tudo aquilo tornava meu mundo pleno de felicidade, voltei a ser criança.
Foi quando de repente senti algo estranho, meu pé formigava literalmente, isso, havia um formigueiro bem abaixo do banco da praça. Fui expulsa. Minha observação do pôr-do-sol acabara-se, outros eu sei que virão, espero que sem formiga!

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sábado, abril 16, 2005

Mal localizada


Estava de pé quando olhei em direção ao chão e percebi algo diferente. Tratava-se de um volume estranho na verdade, localizado a mais de um metro do chão. Um montinho branco, com um mimoso orifício no centro. Era a minha barriga. Engordei 2 quilos.

Se for isso que chamam de gordura localizada ela está aqui, muito mal localizada, na minha opinião, ocupando um lugar que há tempos não lhe pertencia.

Não sou vidrada em controlar peso, nem tão pouco faço o gênero anoréxica-depressiva, quem me conhece deve conhecer também meu quase insaciável apetite, mas o fato é que esse inoportuno montinho está me incomodando. Quase não entrei hoje na minha única calça número 38! Tenho que definitivamente me convencer que meu número é 40 e trabalhar para que ele não pule mais 2 tão cedo!

O que me resta: comer apenas 1 pãozinho, ao invés de 2, na merenda e maneirar no macarrão com muito sugo, sem esquecer de esquecer o brigadeiro, lembrar de fazer alguns abdominais e voltar a dançar nas minhas tardes ociosas.
Sinceramente, acho que mesmo que tivesse grana sobrando não apelaria pra lipoaspiração nem nada do tipo; tenho medo de hospital e sou penosa pra caramba!

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quarta-feira, abril 13, 2005

About me

Gosto de beijo molhado, não melecado, molhado.
Não tenho paciência com gente lesada, os lesados que me perdoem.
Sou surda e cega também, às vezes!
Amo todo tipo de arte.
Dizem que sou uma menina má, baseado em que não sei.
Não que príncipe encantado, como já disse anteriormente, eles devem ser entediantes.
Nunca brinquei de boneca, mas sempre quis ter uma Barbie, só pra ter o gostinho de cortar os cabelos dela.
Não sei nadar, mas adoro piscina.
Que seria ser fotógrafa, eu acho, não tenho certeza, pra variar!
Quando estou de mau humor, em 99% dos casos é com fome, se não for isso estou apenas sendo eu mesma!
Rosa nunca foi minha cor favorita.
Não uso perfume, isso não indica que ando fedorenta, ao contrário, tenho cheiro de mim!

Por hora é só.

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domingo, abril 03, 2005

O que fazer da vida

Eu não vou conseguir mudar o mundo deitada aqui nessa cama, a não ser que eu fosse Deus ou alguém foda o bastante pra conseguir tal proeza. Também, do mesmo ponto geográfico, não vou conseguir proporcionar alteração nenhuma minha vida. Tenho que sair de casa, não morar fora, mas sair de casa; deixar que me vejam, sei lá!

Ai ai, eu sou o cúmulo da indecisão. Fica difícil me prender a uma só coisa. Tô prestes a completar 22 anos e sinceramente não sei o que fazer da minha vida (profissionalmente falando, ou não). Parece piada.

- Vai procurar uma lavagem de roupa menina! Cansei de ouvir esses e outros comentários. Talvez o problema seja porque eu gosto de muita coisa, e muita coisa diferente. Sei que tenho várias habilidades, mas se me perguntarem o que prefiro a resposta é uma anã obesa, curta e grossa: não sei!! Aliás, uso muito essa frase tão cheia de vácuo, de qualquer modo, tem me sido muito útil.

Jornalista? Guia de turismo? Pedreira? Geógrafa? Professora? Presidente? Cantora? Costureira? Cozinheira? Louca? Sinceramente acho que a última é a mais plausível e próxima das opções.

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domingo, março 27, 2005

Senhoritas!

Estava eu em mais uma viagem de Paranjana, quando percebo que sentadas a minha frente estavam duas senhoritas. Até ai tudo normal, foi então que dei fé que uma delas trazia um envelope pardo como a cara delas nas mãos. Carregava-o como se fosse o mapa da mina ou algo parecido. Mas era, só descobri isso depois.
Não me contive, virei uma girafa, estiquei meu pescoço ao máximo e li o remetente, Departamento num sei do que da Itália. Minhas anteninhas de vinil se ouriçaram. A que detinha o poder, ou seja, o envelope, talvez por pressão minha o abriu.
Havia 2 documentos, algo que dizia que elas poderiam ficar por 3 meses na Itália e 2 passaportes! Tudo escrito em italiano. Elas estavam tão felizes. Também não era pra menos, pegaram 2 bestas! Só espero que não apareçam no noticiário como desaparecidas ou como vítimas de exploração sexual! Sarcasticamente, eu acho que elas só podem é gostar disso!

E por falar em senhoritas, lembrei-me de uma conversa que ouvi certa vez na topic 57. Quando passávamos em frente à boate Barbarela, antiga Bumbum Dance, uma senhorita diz para outra: Ah, mulher, minha irmã tá trabalhando ai! E a outra: Como ela conseguiu mulher? A primeira responde: se eu fosse tu nem tentava mulher. Eu que sou eu não consegui!
Eu quase morro por ter prendido talvez a maior gargalhada da minha vida. Vale salientar que as duas juntas ainda eram mais feias que o ET pelo avesso. Isso é que é concorrência!

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sexta-feira, março 25, 2005

O coelhinho da páscoa não sabe meu endereço

Cheguei a essa conclusão quando tentava me lembrar a última vez em que recebi um ovo de páscoa.
Aquele coelho imundo esqueceu onde moro, só pode!
E não vale dizer que é porque moro longe que não é.
Eu sei que ele tá de sacanagem com a minha cara.
Ele deve ter se juntado ao Papai Noel.
Aquele velho bocó que há séculos não passa aqui no Natal.
Devem ter feito um complô contra mim!
Mas o quê que eu fiz pra essas criaturas simplesmente me ignorarem?!
Sou uma menina tão boazinha. : )
Em fim, não vou ficar aqui chorando migalhas, que, aliás, nem o cheiro das migalhas de chocolate eu senti esse ano, vou é botar umas orelhinhas pontudas e, sem que eu perceba, dar-me um gostoso chocolate!
Nham nham!
Já pensou eu com aquele rabinho de tufo de algodão, com uns dentinhos salientes e pulando feito doida com uma cenoura na boca! Que tesão!
Mas tem um problema, detesto cenoura!

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domingo, março 20, 2005

Coisas boas da vida - Parte I

É bom quando alguém lhe escuta.
Escuta só porque é você quem quer dizer algo, apenas dizer, sem receber conselho em troca.
É bom quando alguém fica perto de você só por estar, pra dar segurança.
Pra ser um ombro onde chorar ou subir pra tirar uma goiaba do pé.
Pra ser ouvidos pra ouvir aquela piada sem graça ou alguma lamentação.
Está com você porque, de algum modo, você é especial.
Especial só porque você gosta da outra pessoa descompromissadamente.
Gosta e pronto, sem motivos, ou por todos os possíveis motivos.
É bom quando alguém lhe olha, apenas lhe olha, sem ser com aquele olhar de arrancar pedaço, mas com aquele de quem tenta ler a alma.
Olha pra decorar cada parte do rosto, cada feição, cada gesto, tentando entender o significado de um simples levantar de sobrancelha ou de um breve suspiro.
É bom quando alguém lhe faz rir tanto que dói a barriga.
É bom quando alguém lhe faz carinho na medida certa, sem ser pegajoso.
É bom ser lembrado.
Sei la, você se sente especial por mais besta que seja o motivo da lembrança.
É bom ter amigos.
É ótimo conhecer novas pessoas, ainda mais quando são muito diferentes de você.
E é melhor ainda conhecer alguém parecido com você, assim você se convence que não é o único louco do mundo!

Beijos na ...

terça-feira, março 15, 2005

Vive la France!

Ser francês deve ser muito chique.
Meu professor disse que eles carregam o pão, que também é francês e para nós não passa de um carioquinha básico, debaixo do sovaco! Isso sem nem uma sacolinha ou um mísero pedacinho de papel, dá pra acreditar! Mas deve ser isso que faz do pão francês o mais famoso.
Para eles o melhor e mais gostoso queijo é o queijo mais fedorento, nam! Comida pra mim tem que ser cheirosa. Ai ai, isso é que é gente civilizada.
O bairro das mulheres de vida fácil é o tal Moulin Rouge, que traduzido significa Moinho Vermelho, a troco de quê? Não sei. O que será que essas cidadãs moíam lá hein? Mas que é chique é.
E o equivalente ao nosso Beco da Poeira, que já foi elevado a Shopping Beco, lá se chama Mercado das Pulgas! Em bom francês, Marché aux Pulces. Escolha: ter uma crise alérgica em Fortaleza ou ser mordido por pequenos aracnídeos em Paris. Pulgas mordem? Que chique, as francesas devem morder.
E o que dizer do beijo francês – french kiss. Deve ser tudo de bom, ainda mais se for em um nativo, aliás, com um nativo da terra da língua mais sedutora do mundo. Uh la la!
Queria conhecer um francês pra saber se é verdade a lenda do perfume. Dizem que a França tem os mais famosos e caros perfumes dada a resistência que seus cidadãos têm ao banho. Não tomar banho na França é chique, aqui no Brasil tal conduta é imundice.
Vive la France! Allez le bleu!
Mas o cream de la cream é um homem falando francês!
Rapazes, aprendam!

Beijos na ...

sexta-feira, março 11, 2005

Aqui vai mais uma de uma viagem ...

Após horas cortando estradas e passado já muito mato, paramos para almoçar num restaurante que não lembro o nome que fica em cidade que também não lembro o nome, mas o acontecido não esquecerei jamais, dado o quesito pitoresco para não dizer trágico envolvido nesta narrativa.
Ufa!
Imagine só, o Mauricinho pára – era assim que chamávamos carinhosamente o novo ônibus destinado às viagens técnicas, o antigo atendia pela alcunha de Caquinho – e descem quase vinte mulheres e uns meninos gatos pingados. Todas estas loucas, desesperadas, agoniadas para irem ao toalete. Um segundo depois já estava formada uma fila do lado de fora do salvador da pátria – o banheiro.
Chega a minha vez.
Eu, com toda minha delicadeza que me é característica, num rompante de sei lá o que, profiro em alto e bom tom a seguinte locução: “Tem alguém cagando aí é?”.
O silêncio paira. Quebrado apenas pelos risos contidos das meninas que esperavam sua hora de intimidade com o vaso.
Saio do recinto e indago quem estava dentro da cabine do banheiro. A resposta não poderia ser mais inesperada. Era a professora!
Naquele momento soube o que significa a expressão “procurando um buraco pra se esconder”. Fui longe atrás desse bendito buraco!
Mas felizmente, imagino eu, a tia Juju não reconheceu minha voz de soprano, ou usou de sua educação por nós duas e não mencionou nada a respeito do ocorrido.
Isso foi pauta de muita risada entre as meninas, mas desde aquele dia nunca mais perguntei coisas do tipo sem saber de quem se tratava estar no privativo.

Moral da história
Nunca pergunte quem está cagando quando adentrar num toalete porque a pessoa que está suando pode te responder!

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domingo, março 06, 2005

Trilha sonora

Quando ela o viu pela primeira vez não deu a mínima, e nem o trabalho de decorar seu nome, acho que naquela ocasião nem havia escutado nada do que ele estava falando. Porém, a partir de um determinado encontro inusitado no corredor – se é que se pode colocar dessa maneira -, a partir de uma primeira troca de olhares, ela começou a ver algum sentido nas idas à Faculdade.
Mas ele era muito difícil, mal se viam. Quando isso acontecia, ah ela ouvia sinos, ouvia aquela música chatinha do Kenny G., seu coração disparava, não conseguia parar de sorrir, em resumo, parecia uma colegial idiota quando se vê apaixonada pelo professor de ciências. Ela, logo ela, tão bem resolvida, ao menos aparentemente, mas porque ela? A verdade é a seguinte, o sentimento não as escolhe, apenas tem vítimas.
Vou apresentá-lo. Um rapaz alto, magrinho, com um cabelo que aparentava não ver uma tesoura há uns 4 meses! Com tudo isso tinha um olhar, o olhar, penetrante, quente, intrigante, indescritível quando se fixava por mais de um segundo. Foi esse cara, normalzinho, básico que a tirou dos trilhos por uns três meses.
Foi então dar uma de detetive, já que apenas sabia que ele era do mesmo curso. A jornada foi longa, em busca de informações, mas viva à Internet e às pessoas desocupadas que não têm o que fazer e nessas horas são incrivelmente prestativas. Num domingo puxou a ficha do menino, que atendia pelo nome de Chiquim. Na segunda seguinte, divulga-se pela Faculdade uma semana de palestras e oficinas, quando vai se informar, adivinhem quem iria ministrar uma das oficinas, isso, ele mesmo!
Ela foi ao céu e voltou! Mas caiu logo porque quando foi, desesperada, se inscrever, não havia mais vaga pra oficina do dito cujo! No outro dia, uma amiga pára nossa garota no corredor e pergunta porque ela estava tão aérea. Ela responde que estava imaginando coisas, então sabiamente aproveitou pra pedir uma segunda opinião sobre ele. Indagou: - Você conhece o Chiquim? E a amiga respondeu: - Aquele alto, que é super galinha? Nossa senhora, imagine agora uma navalha rasgando você inteiro. Foi assim que ela se sentiu.
Viu na sua frente desmoronar toda a fantasia, ao invés de Kenny G. ouvia agora o tema de Psicose. Então continuou o interrogatório. - Ele tem namorada? - Não, aquele sem vergonha não quer nada sério com ninguém não, ele fica com qualquer uma que der mole pra ele. Não acredito que você está afim dele? - Estou! Teve que se render e dizer a verdade. - Ele não vale a pena, continuou a amiga, a não ser que ele tenha mudado ou então que você o regenere. A verdade é que as meninas querem é distância dele.
Naquele momento passou um outro filme de terror na cabeça dela, mas nesse caso era sua biografia. Poxa vida, porque logo com ela, perguntou-se novamente. Ela soube disso hoje e amanhã provavelmente irá vê-lo no corredor. Acho que ela deve esperar pra ver qual será a trilha sonora durante o “encontro”, pra então decidir o que fazer!

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quinta-feira, março 03, 2005

Eu tenho a força, duvida?

Era uma vez um cara que estava no seu terceiro dia de trabalho como segurança de um supermercado. Até ai nada de outro mundo, mas o fato imundo que estava por acontecer ninguém esperava.
Tenta entrar no novo local de trabalho do rapaz um “cidadão” com uma empáfia que se fosse medida na escala Rishter – não sei como se escreve esse nome – extrapolaria o limite máximo permitido. Porém, o mercantil estava fechando as portas e o gerente não permitiu, ao menos a princípio, a entrada do cliente altamente alterado.
Tal ser pensante (essa frase pode ser contestada) identificou-se como juiz e como estamos num país onde você não é respeitado pelo que é e sim pelo que representa e pela carteirinha que trás no bolso (no caso a da OAB) o gerente permitiu a entrada do Sr. Perci para que este fizesse suas comprinhas.
Feita a feira, ele retorna ao seu carro, que deve ser um Fusca 75, e pega uma arma de fogo. Volta ao supermercado e aborda o segurança que somente fazia o seu trabalho. Mal sabia ele que aquele rosto, aquela cara de monstro seria a última que ele veria.
O Senhor-lei põe o revolver no pescoço do segurança e dá um disparo, único e suficiente para que os colegas do funcionário vissem, escapar pelos poros, a vida de um cara que saiu de uma coluna das estatísticas para entrar em outra; passou de ex-desempregado para vítima da violência gratuita.
O agressor: um juiz! O cara que tem o poder de julgar quem vive e quem morre. Poder esse dado de bom grado pelas autoridades máximas do nosso país. País esse que se auto-mutila quando uma pessoa desequilibrada como essa deixa cair a máscara e mostra quem realmente bate o martelo.

Estou indignada porém não deixo de mandar ...

beijos na ...

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Não existe amor

O que existe são provas de amor, como diria o Titã Miklos.
Não se pode definir o amor e sim demonstrar o amor
Não se escolhe amar alguém, apenas ama-se.
O amor é incondicional.
Talvez por isso está sempre ligado a dor.

Dor e amor.
Há alguma relação mais contraditória e fraterna entre dois vocábulos?
São inerentes, indivisíveis, conseqüentes, pertencentes ao homem.
Amor não se diz, apenas se sente.
Não é refletido no sorriso e sim nos olhos.
Sim, nos olhos.
Apesar de não ser possível vê-lo, ele transparece sem esforços.

Beijos na ...

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

É bem ali !

Essa frase ainda me causa calafrios sempre que a escuto.

Certo dia, dessa vez, realmente, em João Pessoa, fiquei encarregada de comprar pão para preparar o lanche da manhã seguinte. Tinha para realizar tal tarefa até as onze da noite, detalhe, já eram mais de nove!
Então começa minha peregrinação. Lógico que não fui só. Convenci uns companheiros solidários a minha causa, ai deles se não fossem, até porque a merenda era tanto deles como minha, sendo assim os pães eram do interesse geral da nação.
Entrei em contato com um nativo e indaguei a respeito de algum lugar que vendesse a hóstia, de tão . E ele de pronto me responde: - Ah, tem supermercado por aqui sim, é bem ali! Só de digitar a frase me arrepio!
Fomos na direção indicada e a avenida na qual teria um supermercado quase não tinha fim. Para nosso desespero ela teve e em toda sua extensão nem sinal de algo parecido com um mercantil.
Dobramos a direita em outra avenida, onde dessa vez teria na certa uma filial do Seu Abílio, garantiu um outro aborígine, terminado a informação com a dita frase: - É bem ali!
A agonia já tomara conta. Eram mais de meia hora andando sem descanso e com salto alto! Vi uma luz no fim do túnel. Ela atendia pelo nome de Posto de gasolina.
Em Fortaleza, em qualquer loja de conveniência de posto de gasolina vende pão! Não sei porque a atendente do estabelecimento em questão me olhou com uma cara de quem achava que eu estava contando alguma piada, dada a minha naturalidade. De fato lá não vendia pão.
Lá vamos nós para a quarta estação da via crucis. Eis que avistamos um oásis. Era o tão procurado Supermercado. Nunca fiquei tão feliz de ter que pegar um carrinho e encher com 4 pacotes de pão.
Demos meia volta porque tínhamos perdido muito tempo. Andávamos tão rápido que os pés batiam na bunda! Chegamos em frente a porta do ônibus exatamente às 23:01, ou seja, um mísero minuto atrasados, mas com os pães em mãos. A Solange, professora responsável por nós, não dispensou, cantou a musiquinha podre do atraso.
Fiquei com tanto ódio daquela criatura que fui me sentar lá trás, bem longe das homossexualidades dela. Nossa, só de me lembrar o esforço que foi achar os pães e me vem ela com mongolice, o sangue me sobe a cabeça!
Era bem feito que eu não tivesse achado pão nenhum. Queria ver ela comer somente a salsicha do cachorro-quente, sem pão nenhum. Ela sim ia adorar.

Dica - Sempre que você ouvir essa frase: “É bem ali”, fique com os dois pés atrás, certifique-se que o ser falante não é natural da Paraíba - sem preconceitos - visto que lá, o significado é um tanto quanto diferente do habitual.

Beijos na ...

 
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